domingo, 2 de junho de 2013

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Sobre o que não acontece se não se vê


"Há coisas que só se diz por telefone: telefone elimina rosto, gesto, movimento: a voz fica absoluta. O que a voz diz, ao telefone, é tudo porque por trás dela não acontece nada como um franzir de sobrancelhas, um riso no canto da boca. E, se acontece, você não vê. O que você não vê praticamente não acontece. Ou acontece tão vagamente que é como se não." (Caio F. in: A vida gritando nos cantos. Crônica: "Amizade telefônica". Ed. Nova Fronteira, p. 31. O Estado de S. Paulo, 27/5/1986)

Sobre o que está além dos olhos abstratos


"Comecei a pensar nesses dois olhos abstratos e invisíveis que temos, além dos dois reais-palpáveis. E que são assim: um olho de ver-feio, outro de ver-bonito."  (Caio F. in: A vida gritando nos cantos. Crônica: "Então vamos continuar dançando". Ed. Nova Fronteira, p. 51. O Estado de S. Paulo, 29/10/1986)