sábado, 5 de fevereiro de 2011

Sobre tentar fugir - e não conseguir


“(...) de maneira análoga, para Lacan, quer o sujeito desejante se aproxime de seu objeto de desejo ou fuja dele, esse objeto parece permanecer à mesma distância dele. Quem não se lembra da situação pesadelar em sonhos: quanto mais corro, mais fico plantado no mesmo lugar?
(Slavoj Žižek in: Como ler Lacan. Ed. Zahar, p. 96)

Sobre o dom da mentira


"O beijo terminou e nos olhamos, como assustados. Infelizmente, o beijo terminou. Eu, só eu, na verdade, estava assustado. Apenas eu. Ela estava contente, dava para ver em seu rosto de mulher mentirosa. E a mentira é o dom da mulher. Não da adolescente, da boba. A mentira é o dom da mulher. Que ela aprende a fingir, a mentir, é porque já é mulher feita, não importa a idade." (Ítalo Ogliari in: A volta. Editora 7 Letras, p. 26)

domingo, 30 de janeiro de 2011

sábado, 29 de janeiro de 2011

Sobre as escolhas profissionais dos jovens - médicos


"Nessa época (aos 17 anos) eu só pensava em como conseguir um trabalhinho, em como saber o nome dos autores, das peças, conhecer os teatros e na minha paixão platônica pelo professor de filosofia.
Então eu fico pensando o que leva um jovem a escolher medicina. Na idade em que eu estava me vestido de dama, de bailarina, de abelha, eles estavam dissecando cadáveres! Como pode? Não é incrível? Não são seres especiais? Pelos meus cálculos, no fim dos anos 70/início dos 80, meu médico estava decidindo fazer oncologia! Numa época em que o prognóstico para câncer era muito pior do que é hoje. Meu cirurgião tem 45 anos de profissão. Já pensou como era há 45 anos?
Sei lá... acho que são seres superiores (...)."
Texto retirado do blog pessoal da atriz (fabulosa) Marcia Cabrita

sábado, 22 de janeiro de 2011

Sobre quem vive do humor


"É uma questão de abordagem. As pessoas têm a ilusão de que nós, que trabalhamos com o humor, acordamos todos os dias às gargalhadas. Mas há dias em que acordo péssimo, com a lente fora do lugar, o nariz coçando, o tempo horrível e o carro não pega quando eu vou sair... Reclamar de tudo isso não foi a vida que escolhi para mim. Escolhi ver o mundo através da ótica do humor. Quero soluções bem-humoradas para os problemas da vida. Isso quando for possível, obviamente. Quando não for, eu também vou chorar, como qualquer um." Luís Salem, em entrevista para a TV Press - RJ. 

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011